Praça da Matriz






A Praça da Matriz também teve outros nomes ,  foram eles: Praça da Redenção e atual Praça Carlos Telles.

 Em 1884, quatro anos antes da sua assinatura oficial, ocorreu em Bagé abolição da escravatura.

“ Em 13 de Março de 1884, o Capitão Rodrigo Nunes Galvão convocou os bageenses para se reunirem em prol da causa abolicionista no dia 16 de Março, 35 cidadãos fundaram o Clube Abolicionista 28 de Setembro, cabendo a Rodrigues Nunes Galvão, Zeferino Gomes de Freitas e Jorge Reis, organizarem os estatutos. A sede do clube abolicionista ficava localizada na Rua Barão do Triunfo 67/69 (Jornal Cruzeiro do Sul).

 Uma comissão composta por José Bonifácio da Silva Tavares, “Zeca” Tavares, Martim Bidart filho, Viriato Vieira da Silva Emanuel Dias dos Santos, deveriam angariar donativos para alforriar escravos e convidar novos sócios para o clube o movimento tomou vulto finalmente, no dia 28 de Setembro, dia da Lei do Ventre Livre, o povo foi convocado a se reunir na Praça da Matriz vírgulas afim de pedir a câmara municipal que acabasse com a escravidão.

 “Quando os sinos repicaram, da casa do padre Bittencourt, Saiu em passeata, o clube abolicionista 28 de Setembro o cortejo da Redenção, com seu estandarte alçado pela mão da senhorita Lídia Delano, Foi recebido sob intensa ou ação popular uma guarda composta por Soldados do quinto Regimento postados à porta da igreja, fez continência ao cortejo que se dirigiu ao passo da Municipalidade”.

 Feliciano Antônio de Moraes, presidente da Câmara, proclamou extinta a escravidão no município e, a partir de então a praça passaria chamar-se Praça da Redenção em 1884. Mais tarde, depois do Cerco de Bagé, na Revolução de 1893 para homenagear o Coronel Carlos Telles, a praça da Redenção passou a se chamar Praça Carlos Telles. Em  em 31 de outubro de 1950 por iniciativa de Eurico Salles, a praça recebeu o busto de Carlos Telles, doado pelo estado maior do exército condição do monumento foi executado em uma fábrica em Andaraí, Rio de Janeiro foi orador, na ocasião, o historiador Eurico Salles ele e o Prefeito Carlos Kluwe descerraram o busto. 

Fonte: Inventário Cultural de Bagé, um passeio pela história, de Elizabeth Macedo de Fagundes, 2ª edição atualizada e ampliada, Bagé, 2012.


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